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O que os sonhos de Faraó nos ensina sobre ouvir os profetas e nos preparar para tempos difíceis

Basta abrir um noticiário hoje para perceber que o mundo vive tempos de grande incerteza. Guerras e rumores de guerras, crises econômicas, desastres naturais e instabilidade em diferentes partes do planeta. Em um cenário assim, muitos começam a se preocupar com algo que pode nos afetar a qualquer momento: o aumento do preço da energia, dos alimentos e do custo de vida.

Nas escrituras podemos ler que o próprio Salvador advertiu que, nos últimos dias, ouviríamos falar de “guerras e rumores de guerras”. Diante disso, surge uma pergunta importante: como devemos viver em tempos assim?

Curiosamente, uma história muito antiga das escrituras aborda exatamente esse tipo de situação. No livro de Gênesis encontramos o relato do sonho de Faraó, interpretado por José no Egito, uma história que fala sobre crises, preparação e a importância de ouvir aqueles que recebem orientação de Deus.

Um sonho que revelou o futuro

O relato está no livro de Gênesis, onde conta que Faraó teve dois sonhos perturbadores: primeiro viu sete vacas gordas sendo devoradas por sete vacas magras. Depois, viu sete espigas cheias sendo consumidas por sete espigas mirradas.

Ninguém no Egito conseguiu explicar o significado daqueles sonhos.

Foi então que José foi chamado para interpretá-los. Ele explicou que Deus estava revelando o que aconteceria nos anos seguintes: viriam sete anos de grande abundância, seguidos por sete anos de fome severa.

Mas José não apenas explicou o sonho. Ele também aconselhou o faraó a agir imediatamente: durante os anos de fartura, o Egito deveria armazenar alimentos e se preparar para os tempos difíceis.

O faraó ouviu o conselho. E essa decisão mudou completamente o destino do país.

O relato que lemos em Gênesis 41:54 de quando a fome chegou é:

“Havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão.”

armazenamento

O Senhor cuida de seus filhos e os avisa antes da tormenta

Esse episódio ensina um princípio importante: Deus muitas vezes avisa antes que as dificuldades cheguem por meio de seus servos, os profetas.

Hoje, assim como nos tempos antigos, o Senhor continua orientando Seu povo por meio de profetas e apóstolos. Eles frequentemente nos convidam a fortalecer nossa fé, organizar nossa vida e também nos preparar temporalmente para desafios inesperados.

O bispo W. Christopher Waddell, primeiro conselheiro no Bispado Presidente, ensinou:

“Desde o início dos tempos, o Senhor proveu orientação para ajudar Seu povo a se preparar espiritual e materialmente contra as calamidades e provações que Ele sabe que virão como parte desta experiência mortal.”

Ele também lembrou que o exemplo de José mostra que saber o que viria não era suficiente. Foi necessário agir. Então, precisamos colocar em prática os ensinamentos proféticos atuais e nos preparar para esses momentos de dificuldade.

A importância de agir antes da crise

José não disse ao povo do Egito para apenas confiar que tudo ficaria bem. Ele os incentivou a guardar alimentos durante os anos de abundância.

A Igreja nos dá recursos para nos prepararmos para conseguirmos nos manter de forma material e até emocional nesses momentos difíceis por meio da Autossuficiência.

Isso exigiu disciplina, sacrifício e visão de longo prazo. Em vez de consumir tudo o que produziam, eles criaram limites e reservaram parte da colheita.

O bispo Waddell explicou esse princípio de maneira simples:

“Não foi o suficiente saber que tempos desafiadores chegariam. Eles tiveram que agir e, por causa de seu esforço, ‘havia pão’.”

Preparação não significa medo, mas agir com fé

Às vezes, quando se fala sobre preparação, algumas pessoas pensam imediatamente em medo ou preocupação excessiva. Mas os líderes da Igreja têm ensinado que o objetivo da preparação é justamente o oposto: trazer paz e confiança.

O bispo Waddell nos ensinou:

“À medida que buscarmos estar materialmente preparados, poderemos enfrentar as provações da vida com mais confiança.”

A preparação também não precisa acontecer de forma extrema ou desesperada. Os líderes da Igreja têm aconselhado que ela seja feita “com sabedoria e ordem”, gradualmente e de acordo com as possibilidades de cada família.

Isso pode incluir coisas simples, como: criar uma pequena reserva financeira, armazenar alimentos básicos, evitar dívidas desnecessárias, aprender princípios de autossuficiência. Pequenos passos feitos com constância podem trazer grande segurança no futuro.

homem fazendo oração

A preparação também precisa ser espiritual

Embora o armazenamento de alimentos e a organização financeira sejam importantes, as escrituras e os profetas deixam claro que a preparação mais importante é espiritual.

O élder David A. Bednar ensinou que a vida mortal é, de certa forma, um período de provas e aprendizado. Citando Abraão 3:25, ele lembrou:

“E assim os provaremos para ver se farão todas as coisas que o Senhor seu Deus lhes ordenar.”

Ele acrescentou:

“Agora é o momento de nos preparar e de nos provar dispostos e capazes de fazer tudo o que o Senhor nos ordenar.”

Essa preparação espiritual inclui coisas como fortalecer nossa fé, estudar as escrituras, orar, servir e buscar viver de acordo com os ensinamentos do Salvador.

Um princípio para os nossos dias

O mundo continuará passando por períodos de paz e também por momentos de crise. Essa tem sido a realidade da mortalidade ao longo da história.

Mas a história de José mostra de maneira reconfortante que quando ouvimos os conselhos do Senhor e nos preparamos com sabedoria, podemos enfrentar o futuro com mais segurança.

Talvez seja por isso que esse relato bíblico continua tão relevante hoje.

Assim como no Egito antigo, os desafios podem vir. Mas aqueles que se preparam podem enfrentar esses momentos com mais paz no coração.

E, mesmo em tempos difíceis, também poderemos dizer: “Havia pão.”

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